Onde é que a Economia Digital avança mais depressa?

Economia Digital Mundial

 

A transição para a economia digital faz-se a diferentes ritmos e velocidades – rápida e fluída em alguns países, lenta e aos solavancos em outros. E a geografia digital mostra características próprios e diferentes da geografia global como a conhecemos. Mas, nas contas finais, onde é que a economia digital cresce mais?

A HBR agregou conjuntos de países em grupos atendendo à sua preparação e prontidão para a economia digital (medida pelo Digital Evolution Index). A intenção foi compreender quem está preparado para colher os benefícios da economia digital… e quem não está.

Algumas conclusões são surpreendentes:
– Asia e América Latina lideram o momentum, ou seja, são aqueles que mais podem ganhar de imediato com o investimento na economia digital;
– Países como a Holanda e Singapura têm o mesmo nível de avanço tecnológico, mas apresentam um momentum completamente diferente, muito mais relevante em Singapura do que na Holanda (que perdeu imensas oportunidades nos últimos 5 anos como destino atractivo de investimento na área).

Com base nos resultados foram criados 4 grupos de países:
– Stand Out: países com alto nível de desenvolvimento digital e com taxas rápidas de crescimento. Estão aqui os EUA, Singapura, os EAU e países como a Irlanda e a Suíça.
– Stall Out: países com alto nível de desenvolvimento digital mas que mostram muito pouca evolução. Neste grupo estão a maioria das economias europeias, Austrália e Japão, países com mercados digitais enormes mas sem crescimento. E em envelhecimento acelerado o que não oferece boas perspectivas em termos de penetração de novas tecnologias digitais no consumo.
– Break-Out: países com baixo nível de desenvolvimento digital mas que mostram evolução rápida e que podem tornar-se Stand-Out a médio prazo. Os exemplos mais significativos são a India, Brasil, Vietnam e Filipinas. São economias digitais pequenas mas muito jovens e com elevada penetração de novas tecnologias nas camadas jovens.
– Watch Out: países que têm desafios gigantescos a ultrapassar e não parecem interessados em investir na área. Os exemplos mais claros são a Indonesia, a Russia, Nigéria ou Egipto. Apesar das suas demografias extremamente atraentes – países populosos e mercados atraentes – não mostram desenvolvimento relevantes ao nível digital. Portugal também está neste grupo.

Nestas economias vão surgir os próximos mil milhões de consumidores digitais. Vão usar maioritariamente dispositivos móveis, vão consumir produtos de qualquer zona do mundo e poderão ser fornecidos por empresas sedeadas em qualquer um dos grupos de países que foram identificados. Mas os consumidores de cada grupo de países terão diferentes perfis e terão de ser abordados pelas empresas da economia digital de forma diferente. As empresas digitais terão de ultrapassar em muitos casos diferenças societais, etárias, culturais, infra-estruturais e mesmo reguladoras de modo a poderem prosperar no mercado.

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