Innovate, Go Global, Go Digital: a propósito do Pokemon Go

pokemon goSe ainda não a encontrou no nosso website ou nas nossas assinaturas, não faz mal. Mas só desta vez.

Innovate, go global, go digital” é a assinatura da SELMAX no domínio dos negócios. Estas são cinco palavras, propositadamente em inglês, que têm a difícil tarefa de traduzir para todos aqueles a quem chegamos, a nossa visão e a forma como queremos realizar a nossa missão empresarial. Mas hoje poderiam ser perfeitamente usadas para descrever a forma como o Pokemon Go, a nova app de jogo da Niantic Labs (em cooperação com a Nintendo), entrou e se enlaçou nas vidas de milhões de pessoas em todo o mundo.

Esta app – ainda uma versão de teste! – já bateu os records mundiais em termos de numero de downloads diários, taxa de crescimento de novos utilizadores diários e retenção de utilizadores após a primeira utilização. E é claro, porque estamos a falar de uma app de jogo, de número de novos jogadores activos.

Tudo funciona de forma extremamente simples e intuitiva. A app apoia-se sobre serviços de geolocalização e referencias reais –  baseadas em Google Maps – para criar o ambiente onde o jogador tem de encontrar, caçar e treinar Pokemons, criaturas adoráveis mas dadas ao gosto pelo combate amigável. E é assim que hoje vemos nas principais cidades do mundo, milhões de caçadores, concentradíssimos em encontrar as criaturas, mas tão distraídos pelo facto que chocam contra postes de iluminação, atravessam ruas sem olhar e chegam mesmo a colocar a segurança real em risco para a conquista de um objectivo virtual.

Ao ritmo actual a aplicação terá tantos ou mais utilizadores activos como as principais redes sociais, o Facebook, o Twitter ou o Snapchat. No mundo inteiro. Mas se experiências anteriores no mesmo domínio e com o mesmo objectivo tinham tido rotundos fracassos, o que mudou?

Pela primeira vez uma app conseguiu mesclar de forma eficaz o mundo virtual e o mundo real. Cruzando referências. Operando globalmente, mas numa base local, centrando-se no jogador e no local onde ele está, nas referências que ele conhece. Envolvendo-o em sistemas de recompensa virtuais (como todos os jogos) mas também reais (dando-lhe objectivos sob a forma de locais a visitar ou distancias a percorrer). A gamification é uma palavra nova, mas o fenómeno sempre existiu. Sempre foi possível motivar as pessoas com jogos e recompensas. Sempre fomos jogadores, condição inerente ao ser humano relacional. O mundo digital aproveitou sempre essa característica e prosperou em torno dela. Mas, pela primeira vez e de forma muito mais eficaz que as redes sociais , um jogo tira-nos do sofá e do café e coloca-nos a correr atrás de bits e bytes.

O potencial de monetização é ridiculamente grande. Pela venda de produtos e serviços inapp. Pela forma como o mundo real quererá fazer publicidade no mundo virtual, agora que milhões de pessoas o percorrem e conhecem os caminhos, mesmo sem usarem um browser ou redes sociais. Espectáculos, restaurantes e cafés quererão reter objectos e criaturas  próximas de si de modo a atrais os “turistas virtuais”… que agora também são reais e por isso, consomem de forma tradicional. Mesmo que não seja esta a app da mudança, o Pokemon Go mostrou o caminho: global, digital e integrador do real com o virtual. E mesmo que tudo fique mais ou menos na mesma para já, nada vai ser como antes para os que já conheceram a experiência.

 

Innovate, go global, go digital.

Ou como uma igreja perto de si é agora um centro de treino de Pokemons, um café com esplanada um pokesite com potencial para a caça e o seu caminho para o supermercado, a sua nova pista de jogging, que mesmo que não leve a Oz, leva de certeza a um local onde, com sorte, um novo amigo encantador entrará no seu telemóvel.

 

Pronto para vender poções virtuais ou águas minerais reais aos pokejoggers cansados da viagem? Alguém estará.

 

 

Bons negócios.

 

 

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