INDUSTRIA 4.0: EVOLUIR É PRECISO

connectHá um novo modelo de economia em evolução desde há mais de 40 anos.

Reconhecemo-lo nos seus solavancos, de tempos a tempos, especialmente quando uma inovação radical impacta directamente na forma como produzimos ou consumimos individualmente ou em sociedade.

Tivemos uma revolução digital que mudou a nossa forma de interagimos com o mundo e com os nossos semelhantes. Tivemos a conectivização do mundo, com acesso a dados e imagem em qualquer lugar em qualquer momento. Tivemos a emergência do M2M, a comunicação entre máquinas, hoje estendida a outros objectos que eram, há bem pouco tempo, bem menos “inteligentes”. Esta evolução é clara e identificável. Fomos muito para além da mecânica, da electricidade e da electrónica.

 

Mas podemos já falar de uma nova revolução industrial?

Podemos já identificar um novo paradigma, um novo modelo de economia, de meios e relações de produção mais inteligentes, interconectáveis e interoperáveis?

 

Há um caminho a percorrer neste sentido, mas ainda não concretizámos a promessa da 4ª revolução industrial.

A evolução tecnológica ainda não foi integrada na industria e no consumo de modo a alterar o modelo dominante da 3ª revolução industrial. Ainda produzimos com foco na normalização e na produção em massa. Ainda somos basicamente consumidores 3.0, de produtos uniformes e na fronteira do “good enough”.

 

Mas percebemos que a economia evoluirá para o novo modelo:

  • Onde o consumo em massa é substituída por preferências indididuais mais claras;
  • Onde a industria tem de procurar eficiências nas economias de aprendizagem e de custo e não nas economias de escala;
  • Onde os produtos são realizados em pequenas séries costumizáveis e evoluem com a mudança rápida das preferências individuais.

 

Esperam-se mais consumidores, de mais produtos cada vez mais complexos, em cada vez mais regiões do mundo. Espera-se a necessidade de recolher e interpretar cada vez mais informação, recolhida a partir de um número crescente de objectos reais e virtuais. Espera-se um modelo de produção onde máquinas e humanos terão de interagir de forma mais inteligente, de forma a que os recursos disponíveis sejam usados de forma eficiente e com maior valor acrescentado.

 

A nova economia será o reflexo desta revolução, de consumo e indústria. Longe de ser um estado estável, um paradigma assente, a evolução em curso é um processo de aprendizagem e adaptação.

 

As empresas e os seus gestores devem perceber como evoluir neste processo e como participar no seu desenvolvimento. Ou enfrentarão as mesmas dificuldades que as empresas do passado conheceram quando a automação e a electrónica revolucionaram a forma de fazer negócios no sec.XX.

 

Evoluir é preciso. E ainda bem. Porque significa que ainda estamos, todos, a tempo.

 

Bons negócios!

 

 

 

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