As novas escolas

As novas escolas

A liberalização do ensino foi uma das grandes vitórias do Estado de Direito: um benefício antes apenas ao alcance de poucos, agora é acessível para a maior parte da população – hoje qualquer pessoa pode estudar e tem acesso facilitado ao ensino universitário.
E ainda compensa estudar: apesar do aumento do desemprego e da generalização do número de diplomas, um licenciado ganha em média mais que um não licenciado e tem mais facilidade em encontrar emprego.
Por outro lado, as alterações da economia estão a fazer que determinados artigos baixem de preço para níveis antes considerados impensáveis, como a tecnologia e as telecomunicações. No entanto a educação não é um deles: o ensino gratuito para níveis profissionalizantes e universitários está longe de ser gratuito e é expectável que aumente de preço, ao mesmo tempo que os governos se distanciam cada vez mais da responsabilidade de financiar as expectativas de aprendizagem do indivíduo.
E por isso assiste-se a uma nova revolução nas formas de aprender. As pessoas têm noção da necessidade constante de renovação de conhecimento para se manterem competitivas em matéria profissional. Mesmo após a conclusão da primeira licenciatura existe uma procura constante de formação, universitária ou profissionalizante, nas mais variáveis áreas.
A internet, que tem vindo a alterar a forma como se faz compras, como se ouve música ou lê livros, também vem alterar agora a maneira como se aprende. E as instituições, universitárias e não só, também se desenvolvem de forma a chegar ao seu próximo aluno. E por uma fracção do custo da maneira que é feita até agora.
Plataformas como a Coursera apresentam cursos das mais prestigiadas universidades e reclamam já mais de 8 milhões de utilizadores: utilizadores que, por exemplo, nas Maldivas poderão tirar um curso em Harvard ou em qualquer outra Universidade que pretendam. No caso da Coursera os cursos até são gratuitos, cobrando uma taxa única apenas se o aluno pretender certificações.
A globalização também chega ao ensino e vai democratizar como nunca o acesso às melhores instituições, cursos e professores. Claro que isto vai ter repercussões: muitas Universidades e Instituições, as que não têm a mesma qualidade e competências que as mais conceituadas, terão menos visitas, menos inscritos – a médio, longo prazo só o futuro dirá se se conseguirão manter.
Agora, à distância de um clique, o candidato pode escolher a escola que quiser, em qualquer ponto do mundo. E em última análise,  quem esta revolução irá beneficiar acabará por ser o aluno.
Cristina Dias
Business Development @ Selmax

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