A Internet e a Democratização da Economia II

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Alguns números para a indústria cosmética no YouTube

Alguém publica uma notícia num blog, num site, no Facebook. E instantaneamente está ao acesso de milhões de pessoas. É comum, já faz parte do dia a dia.

Para além dos blogs, Facebooks e etc. existe um movimento paralelo de comunicação que ganha todos os dias mais aderentes: o YouTube. Pessoas comuns criam videos caseiros onde falam sobre todo o tipo de assuntos, passam algum do seu conhecimento, videos de gatos – tudo aquilo que lhes apetecer.

E algumas pessoas têm seguidores fiéis que acompanham as suas mais recentes comunicações.

Um nicho de mercado que tem criado alguma surpresa é especificamente o mundo das beauty vloggers (video bloggers): fazem tutorias, mostram técnicas e, aqui é que se torna interessante, fornecem a sua opinião sobre produtos.

Um bom exemplo: Michelle Phan é relativamente jovem e é considerada uma “beauty guru”.Tem mais de 4 500 000 subscritores no You Tube e já ultrapassou 700 000 000 de visualizações nos seus videos.

Não é de desprezar.

Segundo uma pesquisa da Google (que vale o que vale, porque o YouTube pertence à Google), 50% dos consumidores de estética fazem uma primeira pesquisa no YouTube para obterem informações sobre os seus produtos antes de uma compra. No entanto, os videos pertencentes às marcas apenas perfazem 3% de todos os videos relacionados com estética presentes no YouTube.

O número de comentários nos videos pertencentes a vloggers é 2400% superior ao número de comentários das marcas. 2400%.

Um vlogger publica 7 vezes mais videos que uma marca.

E as marcas apenas aparecem em 2.50% dos videos mais populares do YouTube.

As marcas precisam de mudar de mentalidade quando colocam o seu conteúdo no YouTube. Tudo ainda é demasiado “televisivo”, “anúncio publicitário”. Quando já se percebeu que tipo de informação é que o consumidor quer ver: pessoal, informativa, que permita a identificação directa.

Algumas marcas já perceberam o potencial desta nova forma de comunicar: a empresa beautychoice.com associou-se a alguns dos principais beauty vloggers e conseguiram resultados na ordem dos milhões de dólares. Chamaram-lhe “product placement on steroids”.

Um vlogger consegue atrair milhões de visualizações para um video. Esse video pode dar destaque a uma marca. O vlogger pode dar uma boa opinião sobre o produto e as vendas disparam. Ou má, e a imagem da empresa fica seriamente afectada.

Uma única pessoa pode afectar irremediavelmente uma multinacional em segundos: é a internet e como está o mundo hoje em dia.

 

Cristina Dias

Business Development @ Selmax

http://searchenginewatch.com/sew/study/2326673/youtube-vloggers-and-haul-girls-crush-big-beauty-industry-brands-study

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